Alunos de São Vicente criam relógio-robô que pode ajudar idosos.

Estudantes do Colégio Integração criaram um relógio inteligente que ‘lembra’ o usuário do momento de tomar suas medicações. Invenção foi premiada em evento regional de Robótica
Um robô. Quando essa palavra é dita logo se vem à cabeça figuras robóticas emblemáticas como a empregada Rose, do desenho animado ‘Os Jetsons’,  o R2-D2 e C3PO, do filme  Guerra nas Estrelas ou o Robocop, o policial vingador que ganhou as telinhas de cinema no final da década de 80.
Mas um robô pode ser muito mais do que isso e ter uma funcionalidade muito prática ao nosso dia-a-dia. Dentro desse pensamento, alunos do Colégio Integração, de São Vicente, desenvolveram um uma peça robotizada que pode ajudar no cotidiano de diversas pessoas, especialmente os idosos, que necessitam tomar remédios em diversos e restritos horários ao longo do dia. Eles criaram uma espécie de relógio específico para essa faixa etária que sinaliza nos horários corretos, o medicamento que a pessoa deve tomar naquele momento.
Além do aparelho, que se assemelha a um relógio usado comumente em cabeceiras de cama, ele vem acompanhado de uma pulseira de silicone que deve ser usada pelo usuário do medicamento para ajudá-lo na lembrança do horário prescrito pelo médico. Na hora exata, o relógio e a pulseira emitem um sinal sonoro, alertando a pessoa. O aparelho é composto de 10 compartimentos individuais que servem para abrigarem os comprimidos.
Vale lembrar que a peça foi toda desenvolvida pelos estudantes em blocos LEGO, com uma programação inicial de uso e também ganhou uma versão em 3D.
Os estudantes do Colégio integração Anna Flávia Arruda, Bruno Mistro, Elídio Macedo, Gabriel Niyata, Vinicus Carvalho e William Rither, todos com idades entre 14 e 15 anos e orientados pelo professor Jefferson Luis Carlos Rocha, fazem parte da Equipe Equilibrium e desenvolveram esse protótipo para participarem da Etapa Regional da First Lego League (FLL*), que ocorreu no início do mês passado, na Capital.
Segundo o tutor da equipe, professor Jefferson, diversas etapas foram seguidas até a construção do aparelho final. “O desafio lançado pela FLL previa desde a pesquisa inicial para identificarmos um problema comum entre os idosos, a criação original de uma peça e a construção dela em Lego”, conta o professor.
Já para a estudante do Ensino Médio, Carolina Terra, a maior dificuldade encontrada pelos ‘experts’ em robótica foi na fase de pesquisa. “Ficamos aproximadamente dois meses pesquisando o mundo dos idosos para identificarmos uma idéia bacana para desenvolvermos”, contou a adolescente que atua como uma espécie de técnica da equipe e tem o papel de orientar os outros jovens.
Para Bruno Mistro, de 14 anos, a maior lição aprendida foi, também, sobre o cotidiano dos idosos. “Tive um grande aprendizado sobre as pessoas mais velhas e aprendi muita coisa que nem imaginava que acontecia com eles. Senti-me muito bem em desenvolver algo que pode ajudar essas pessoas”, detalhou Bruno.
O mantenedor do Colégio Integração, Vagner Sacchetti, acredita que é muita valiosa a participação dos jovens em campeonatos como o da FLL. “É importante o aluno saber todos os cenários da sociedade, para ser capaz de perceber e escolher as soluções ou talvez até empreender”, contou Sacchetti.
Relógio premiado: Após participarem da etapa regional da FLL que contou com a participação de 28 equipes de diversas cidades da região sudeste do País, os ‘cientistas’ foram classificados entre os 10 melhores projetos e ganharam o prêmio de ‘Melhor projeto de Robô’. A próxima etapa que congrega mais de 70 equipes de todo o Brasil ocorre em março deste ano em Brasília.
*A First Lego League (FLL) é um programa global criado para envolver e incentivar jovens no mundo ciência e tecnologia. Com participantes entre idades de 9 e 15 anos, a FLL utiliza temas baseados em desafios para engajar os estudantes na investigação e resolução de problemas, colocando-os em contato com o mundo da engenharia.
Fonte..:: Teles & Yung por email
(recicle suas idéias)

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