Algumas datas são motivo de festa; outras, de reflexão, de preocupação.

Neste mês de maio temos duas datas nada festivas: o Dia Internacional da Biodiversidade (22) e o Dia da Mata Atlântica (27). A diversidade da vida, em todas as suas formas, está tão ameaçada que 2010 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) o Ano Internacional da Biodiversidade, num esforço de conscientização para a necessidade de estancar a perda desta riqueza natural.

O tema “A biodiversidade é a vida. A biodiversidade é a nossa vida”, resume o que cada um de nós tem a ver com isso: tudo. Para o bem ou para o mal. Para o bem porque, graças às complexas inter-relações entre fauna, flora, micro-organismos e os ecossistemas, estamos vivos. Para o mal, porque estamos – muitas vezes sem perceber – ajudando a destruir a nossa casa comum, a Terra, e, portanto, a nossa própria vida e a dos nossos descendentes.

A ONU calcula que o ritmo “alarmante” de extinções das espécies seja mil vezes o que seria natural, e diagnostica: esta perda é causada pelas atividades humanas e estima-se que seja agravada pelas alterações climáticas.

Não sabemos nem quantas espécies vivas dividem o Planeta conosco. A estimativa é elástica: vai de 3,6 até 100 milhões. Quanto mais se pesquisa, mais números aparecem. E só descobrimos, catalogamos e nomeamos uma pequena parte – 1,75 milhões de espécies. Quantas espécies já desapareceram – e continuam sendo extintas – sem serem ao menos conhecidas? Disso não sabemos principalmente no Brasil, em qualquer dos nossos biomas, da Amazônia aos Pampas, passando pelos fragmentos que ainda restam da Mata Atlântica.

A coontradição de um título mundial do Brasil

Somos o campeão da biodiversidade. Este título é uma conquista merecida ou estamos dilapidando irresponsavelmente uma riquíssima herança? O que já fizemos com a Mata Atlântica responde, em parte.

Ajudar a salvar o Planeta não é missão para super-heróis. Ações comunitárias ou individuais ajudam muito quando multiplicadas. Iniciativas como as pesquisas para conhecer melhor a espécie e não deixar que a ameaçada garoupa desapareça dos nossos mares; ou parcerias para trocar máquinas, produtos químicos e fogo pelo sistema de plantio direto, com benefícios para o agricultor e o meio ambiente; disputar o esportivo pacu e devolver o peixe à água; entender por que o aquecimento global ameaça os animais do gelo, entre eles o maior predador, o urso-polar; ou simplesmente observar, admirar e deixar livre na natureza a ariramba, a avezinha que ajuda a nos livrar dos insetos; ou ainda – para ninguém ficar de fora desse mutirão pela biodiversidade – não jogar fora o óleo usado na cozinha, mas reciclar, reutilizar.

Biodiversidade: titulo merecido?
No Ano Internacional da Biodiversidade, muita gente desconhece que o Brasil detém o primeiro lugar no grupo dos países com a maior diversidade de vida do Planeta, o chamado G17. Porém, há quem discorde que o Brasil seja merecedor deste título, como o professor titular de Ecologia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Thomas Lewinsohn. Para ele, é mais uma riqueza que herdamos da natureza do que um título conquistado com esforço e mérito.

Mata Atlântica: sobras de um jardim
No Dia da Mata Atlântica, 27 de maio, é primordial frisar que devastamos um dos maiores biomas do Planeta. Da área original que cobria toda a costa brasileira, sobraram só 7%. Agora, é urgente preservar os fragmentos que restaram dela.

Fonte..:: Terra da Gente

(recicle suas idéias, papo de biologia)

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