Exército Brasileiro tem origem Vicentina

A história foi publicada por A Tribuna em 24/12/1995:

Irmãos Braga, os primeiros soldados do Exército, foram retratados pelo pintor Carlos Fabra
Foto: reprodução do jornal A Tribuna, 24/12/1995
Exército Brasileiro nasceu em São Vicente. A primeira convocação para um serviço militar obrigatório em terras brasileiras aconteceu por promulgação da Câmara de São Vicente, a 9 de setembro de 1542, que expediu um termo que determinava a organização de uma milícia formada por colonos e índios. O objetivo desse primeiro exército nacional: defender a primeira vila do Brasil dos constantes ataques dos silvícolas e também piratas.
A história, relatada com alguns detalhes, consta da publicação História do Exército Brasileiro, editada pelo Estado Maior do Exército, e distribuída em todas as unidades militares do País. Mas foi preciso o olhar atento do comandante do 2º Batalhão de Caçadores Martim Afonso de Sousa, tenente-coronel José Perez Bezzi, para destacar um fato tão relevante e deixado de lado por historiadores.
O comandante Bezzi mostrou os relatos ao vereador Ricardo Veron Guimarães (PSDB), que pretende agora instituir uma data específica para comemorar a criação da primeira sistematização da defesa do Brasil. “Deve ser fixada uma placa na Câmara e no 2º BC e realizada até sessão solene para comemorar a data. Afinal, em 96, serão contados 454 anos da promulgação daquele termo pela Câmara. A data merece até desfile cívico”, afirmou, emocionado, o vereador tucano.
Veron lembrou que São Vicente, que já é reconhecida como Cellula Mater da Nacionalidade e Berço da Democracia no Novo Mundo, onde foi criada a primeira câmara das Américas, poderá também conquistar o título de cidade onde foi instituído o Exército Brasileiro. “Naquela época, São Vicente fazia fronteira com a América espanhola e a criação da milícia revela a primeira preocupação com a defesa nacional”, disse.
Parceria – Pelo termo promulgado pela Câmara de São Vicente, os portugueses recém-chegados e que viviam nos campos, eram obrigados a se juntar com os vicentinos da vila na defesa do País. “Era um esboço do serviço militar obrigatório”, ressalta a publicação guardada com carinho pelo tenente-coronel Bezzi. Foi também a primeira parceria entre o então Estado com a iniciativa privada, representada pelos colonos.
Mais tarde, em 17 de dezembro de 1548, foi instituído que todo colono, habitante da terra, deveria possuir “uma arma de fogo, pólvora e chumbo”. Os proprietários de engenho tinham que reunir “a pólvora necessária para acionar dois falcões (canhão de pequeno calibre), seis berços e seis meios-berços (canos de anteparo) e 20 arcabuzes, além de 20 lanças ou chuços, 40 espadas e gibões de armas alcochoados”.
Na Casa do Barão há um quadro do pintor Carlos Fabra que lembra os irmãos Braga, que teriam sido os primeiros vicentinos a serem reconhecidos pelos nomes. Ou seja, pessoas nascidas na vila e que se tornaram ilustres por terem participado das milícias decorrentes do termo promulgado pela Câmara.
Os irmãos lutaram na defesa da terra e participaram da construção de fortificações em Bertioga.


Fonte..:: Novo Milênio

(fatos_históricos)

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