18/08/2009

Coluna Turismo Adaptado: Jardim Sensorial

Segundo dados obtidos com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas portadoras de deficiência visual no Brasil seria hoje estimado em aproximadamente 750.000 pessoas. Esse número serve apenas como base, uma vez que não existe estatística oficial sobre deficiência em nosso país. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1991, havia 1.668.654 pessoas com necessidades educacionais especiais – PNEEs (1,15% da população) e segundo levantamento estatístico do MEC em 1997 somente 334.507 (2%) recebiam algum tipo de atendimento.

O papel de um jardim sensorial num jardim botânico transcende o espaço terapêutico e se ancora na inclusão social da pessoa com deficiência. Apesar do conceito de inclusão ser amplamente adotado a sua vivência prática não tem sido respeitado. Uma instituição governamental com um espaço público não pode se furtar a dar respostas e se modificar frente às necessidades de integrantes da sociedade.

Através de metodologia participativa e dialogal a Michelin (patrocinador do projeto) investiu em atividades lúdicas, voltadas para a integração entre as pessoas com deficiência visual – público-alvo, e os demais freqüentadores do Jardim Botânico. Promove encontros, apresentações culturais, oficinas de plantio, e a concorrida visita guiada pelos deficientes visuais.

Para que fosse implantada essa agenda de eventos fez-se necessária a recuperação das instalações do Jardim Sensorial. Assim, os canteiros foram refeitos utilizando plantas medicinais e aromáticas selecionadas por técnicos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (lista de plantas), repintura das muretas e piso, troca dos corrimões utilizando bambus, e a confecção de todas as placas de identificação e em braile.

Objetivo geral do Investimento
Refazer e manter os canteiros assim como promover atividades mensais visando o deficiente visual e sensibilização com o público em geral.

Objetivos Específicos
– Criar oportunidades de integração social;
– Recuperação dos canteiros;
– Manutenção de toda a área;
– Programar atividades educacionais e socioambientais mensais com visitas guiadas;
– Implementar um programa de educação socioambiental como oficinas práticas, como forma de inclusão social, visando a construção ou o fortalecimento de uma conduta ecologicamente responsável e cidadã;
– Levantar dados dos recursos educacionais e ambientais existentes que possibilitam a pessoa com deficiência visual formas de acesso à informação e com isso facilite a integração/inclusão social na sociedade.

Fonte.: Jardim Botânico Rio de Janeiro.

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