FATOS HISTÓRICOS: Teleférico do Guarujá SP – Morro do Pitiú


 Fotografia pertencente ao portfólio pessoal da professora de história Maria Izabel 

O Teleférico foi inaugurado em 1973, dava acesso ao morro do Pitiú (próximo ao edifício Sobre as Ondas) e tinha aproximadamente 200 metros de altura. Durante a súbita avistávamos toda a orla da cidade e além, o panorama chegava até a Ilha Pochart em São Vicente. Segundo o jornal da época o teleférico era a principal atração turística do litoral santista.

Quem administrava era uma empresa privada chamada Guarujá Turismo que pretendia ainda construir (no topo do morro) uma lanchonete, uma boate e outros equipamentos turísticos. Houve divergências na continuidade desta atração que possuía manutenção onerosa e acabou parando de funcionar em 1977. Um dos sócios da empresa, Ayres Nogueira, alegou falta de apoio do município porque enviou uma carta endereçada ao diretor de turismo Walter Antunes Correa, mas não obteve resposta.


Pelo que é possível concluir a Guarujá Turismo não obteve lucros na venda de ingressos do teleférico, assim ofereceu o sistema para a prefeitura por quatro milhões de cruzeiros, em resposta a administração publica intimou a empresa para pagar seus impostos devidos relativos a 1975/76 , sob pena de ser enquadrada como sonegadora. Mas, a empresa era isenta do pagamento de impostos municipais, conforme a Lei 1235 de fevereiro de 1975.

Estes aborrecimentos, somados ao fato da Prefeitura se utilizar do caminho aberto pela empresa, para levar até o alto do morro do Pitiú, equipamentos das novas antenas de retransmissão das emissoras paulistas de televisão, tornou a situação insustentável. O trânsito na área, tornou-se tão intenso que não havia meios de manter a segurança necessária.

Em 1977, apenas quatro anos depois de sua inauguração, o teleférico do Guarujá, uma das maiores atrações turísticas do litoral, deixava de funcionar.

Fonte.:: Jornal O Estado de São Paulo de 7 de Setembro de 1977, página 21.

Esq para direita, 3º Sr. Martini; 4º Raphael Vitiello; sua esposa, D. hermínia , e último, Leôncio Camargo Filho. Gordinho abaixo, o querido Júlio Seabra! (Marcelo Oliveira Fotógrafo).


Vista do Morro do Pitiú, entre Pitangueiras e Astúrias. Lá havia um teleférico. Foto de 1976.













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