Águas residuais (esgoto) precisam de tratamento

Segundo a ONU, cerca de 90% das águas residuais – ou esgoto – dos países em desenvolvimento ainda são despejadas, sem tratamento, em rios, lagos e oceanos
Aproximadamente 40% da água consumida pelos moradores de Cingapura, no Sudeste Asiático, vêm da vizinha Malásia. Diariamente, a demanda de água de Cingapura chega a 300 milhões de litros. O país exporta água da Malásia por meio de um acordo firmado há alguns anos e previsto para expirar em 2011.
Para reduzir a dependência e tornar-se auto-suficiente em água, Cingapura planeja implantar métodos de dessalinização e investir na reciclagem de águas residuais, aquelas descartadas após o uso humano ou industrial, genericamente chamadas de esgoto.
O país abriu sua primeira usina de tratamento dessas águas em 2003 – e essa fonte de abastecimento é chamada de NEWater. Atualmente, mais de 15% da demanda de água da ilha é suprida com o tratamento dessas águas, feito com auxílio de técnicas de microfiltração e osmose reversa.
O tratamento das águas residuais é uma das 19 recomendações para a crise de água no mundo, apontadas por pesquisa feita pelas empresas Globescan e SustainAbility.
Mais de 1.200 especialistas foram consultados sobre possíveis soluções para a escassez de água e, a partir da análise dos resultados, foram esboçadas propostas para minimizar o problema.
Outra iniciativa relativa ao tratamento de águas residuais está sendo implementada no norte de Israel, país que sofre severa escassez hídrica. A empresa Agrobics desenvolveu um método para tratar o esgoto gerado pelo setor agroindustrial. Segundo estimativas, a técnica elimina entre 85% e 90% da carga orgânica dos efluentes.
A gestão das águas residuais foi um dos assuntos em pauta no Dia Mundial da Água em 2010. Na época, Peter Gleick, presidente do Instituto Pacífico, disse que o planeta já desenvolveu as tecnologias necessárias para encontrar as soluções demandadas por essa questão.
Nós sabemos como resolver problemas de qualidade da água. Só temos que fazer mais do que sabemos como fazer”, explicou.

Fonte..:: Revista Cyan

(papo de biologia, recicle suas idéias)

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